Promotor
Teatro Municipal Joaquim Benite
Breve Introdução
Depois de algum tempo expatriado, o escultor Arnold Rubek regressa à Noruega para passar o Verão numa estância balnear com a sua esposa, Maja, uma mulher que não o satisfaz por não ter sensibilidade artística. Apesar da fama e do sucesso alcançado, Rubek sente uma enorme frustração porque conclui que, ao abrir mão do amor e da felicidade, acabou por trair a sua arte. Nesse momento, reencontra Irene, a mulher que lhe serviu de modelo e inspiração para a criação de uma escultura considerada uma obra-prima pelos críticos. Irene tinha-se afastado. Agora, ela acusa-o de lhe ter roubado a alma e sugado a energia vital. A sua vida e os seus sonhos foram destruídos por um criador que expôs a sua nudez como objecto artístico, sem sequer pensar o que isso significaria para ela. Mas este reencontro pode ser uma oportunidade para voltar atrás, e corrigir os erros cometidos.
QUANDO NÓS, OS MORTOS, DESPERTARMOS é a última peça escrita pelo dramaturgo norueguês HENRIK IBSEN, em 1899, num ambiente pessimista de fin-de-siècle. A peça evoca temas recorrentes nas suas obras, como o papel da mulher numa sociedade dominada por homens. Como sempre, interessa-lhe perceber a psique das personagens, que se deparam com anseios e desejos que, muitas vezes, elas próprias não compreendem. Muitos críticos vêem em Arnold Rubek um alter-ego do próprio autor, que, aos 71 anos, olha para a sua carreira e sente já estar bem longe do seu auge — lamentando, por exemplo, não ter tornado a escrever em verso.
Ficha Artística
Texto HENRIK IBSEN
Encenação ANTÓNIO SIMÃO
Tradução FÁTIMA SAADI, KARL HENRIK SCHOLLHAMMER
Cenografia e Figurinos ANA TERESA CASTELO
Desenho de Luz PEDRO DOMINGOS
Interpretação MARCELLO URGEGHE, MARIA JOÃO LUÍS, ERICA RODRIGUES, RÚBEN GOMES, SÍLVIA FIGUEIREDO, RODRIGO SARAIVA, FILIPE GOMES
Produção Teatro da Terra
Preços