Promotor
Teatro Municipal Joaquim Benite
Breve Introdução
Duas personagens, João e Carol, professor e aluna, encontram-se no gabinete dele, em três circunstâncias. Na primeira, ela procura saber que nota poderá ter, uma vez que não percebe o teor do livro que ele escreveu. Ele começa por não lhe prestar muita atenção — tem outras preocupações —, mas, às tantas, abraça Carol, tentando acalmá-la. Num outro dia, Carol regressa ao gabinete de João para lhe dizer que apresentou queixa de assédio contra si. Finalmente, num terceiro momento, o professor está a arrumar as suas coisas, e Carol fala: agora já não em nome pessoal mas em nome de um ‘grupo’. E João, claramente, não sabe como lidar com a situação.
OLEANNA é uma peça escrita em 1992 pelo dramaturgo norte-americano DAVID MAMET, mas que fala directamente para os nossos dias, fazendo-nos reflectir sobre os limites da proximidade física entre professor e aluna, sobre consentimento e agressão sexual, por um lado, e sobre o que fazer com estas acusações públicas, por outro. Pode-se debater quem tem culpa, e de que lado nos colocamos: se lutamos contra o patriarcado ou se nos opomos à chamada cultura woke. Mas o texto vai mais além. “É, sem dúvida, uma peça sobre linguagem e comunicação”, lê-se na nota da encenadora desta criação. Sendo uma peça sobre discurso é também sobre poder. Sobre domínio. O espectáculo pretende “evidenciar a relação entre dois poderes, cada um deles procurando dominar o outro com dissimulação, interpelações fragmentadas nas quais não se alcança o sentido no momento em que são proferidas”.
Ficha Artística
Texto DAVID MAMET
Encenação SARA VICENTE
Cenografia RAFAEL GOES
Interpretação LUÍS VICENTE, TÂNIA DA SILVA
Co-produção A COMPANHIA DE TEATRO DO ALGARVE, CINETEATRO ANTÓNIO LAMOSO, TEATRO MUNICIPAL JOAQUIM BENITE
Preços